Hoje em dia, temos muita informação disponível e muitas vezes ficamos confusos com tanta coisa que ouvimos por ai…

Banho de metais preciosos – É chamado de galvanização ou eletrodeposição) e consiste em mergulhar o metal-base (no caso, joias ou semijoias) em uma solução de sais de ouro, e ligá-lo à corrente elétrica. Ao lado dele, mergulha-se uma barra ou grânulos de ouro ligada ao outro polo de corrente elétrica, que tem, nessas condições, a propriedade de transportar o ouro pelo líquido e depositá- lo sobre a peça a ser dourada. O processo de banho pode ser feito com outros metais também, como prata e ródio, o tempo de imersão e a camada ideal que se formará depende de cada metal. Dependendo do tempo de imersão, essa camada poderá ser mais ou menos espessa (ou seja, receber mais ou menos quantidade de ouro). A boa douração tem espessuras maiores ou seja, mais quantidades de camadas, mas é importante lembrar que o tipo de joia também influencia nesta espessura.

Joia banhada – Composta pelo revestimento de uma matéria (metal base) por outra mais preciosa (ouro, ródio ou prata); sofre um processo galvânico – descrito acima (Banho de metais preciosos) que consiste em uma única camada.

Joia folheada – Composta pelo revestimento de uma matéria (metal base) por outra mais preciosa (ouro, ródio ou prata); sofre um processo galvânico – descrito acima (Banho de metais preciosos) que consiste em
várias camadas.

Joias folheadas à ouro – Classificação do revestimento de ouro, que definiu os padrões mínimos para a joia folheada brasileira, esta estratégia do IBGM visou propiciar à joia folheada brasileira uma diferenciação na qualidade com relação às bijuterias)

Joia chapeada – Consiste na aplicação de uma fina folha de ouro ou prata sobre o metal-base, que, por forte compressão, adere definitivamente sobre o mesmo. Este processo é de aplicação muito restrita: canetas, chapas e objetos planos, sem ressaltos, foi muito usada em peças de igrejas barrocas e correntes provenientes da Itália e bijuterias chapeadas. O termo folheado muitas vezes é relacionado erroneamente às folhas de ouro usadas no chapeado, gerando assim, um grande mal entendido pois muitas pessoas acabam por confundir (induzidas pelo
fonema) chapeado com folheado. Por outro lado, algumas empresas buscando evitar estes dois termos (capciosos) preferem usar o termo banhado (pois no fundo, o processo galvânico trata-se de um banho de metais preciosos), mesmo tratando-se de joias folheadas. Daí, toda confusão esta formada.

Algumas observações MUITO importantes:

Semijoias – Há alguns anos O IBGM vem fazendo um trabalho de valorização das joias folheadas, condenando o uso do termo semijoias (eles entendem que este termo desvaloriza o produto) e indicando a substituição por joias folheadas (é claro que essas joias devem seguir os padrões da norma para assim serem denominadas) .

Folheados X banhados – A diferença entre uma joia folheada e joia banhada é que um artigo banhado recebe apenas uma única camada de ouro, por isso é muito mais frágil do que joias folheadas (os folheados recebem mais camadas de banhos). Ou seja, esta diferença é definida pela duração em que o processo de eletrólise é utilizado, depositando menos ou mais ouro.

Bijuteria – Ornamento artesanal, com metal base de qualidade inferior (Estanho, Zinco, Zamac, entre outros), revestido com muito pouca (Flash) ou nenhuma quantidade de ouro.

Flash – Revestimento de uma matéria (metal base inferior) por outra mais preciosa (ouro); entretanto consiste em uma única camada muito superficial.

Ouro 18 Kt – Ouro de pureza 18 quilates, próprio para joias. Tem 75% de ouro puro e 25% de liga.

Ouro Branco – Não existe livre na natureza. É obtido através da fusão do ouro amarelo mais liga. Antigamente era fundido com paládio (um metal ainda mais nobre que o ouro e o ródio, só sendo inferior à platina).

Ródio – É um metal precioso, da família da platina. E ele é usado para dar um aspecto branco, principalmente nas peças de ouro branco, prata ou folheadas. É claro que a boa joia folheada deve ter espessura de ouro maior que a bijuteria para garantir uma maior durabilidade e ter consigo a garantia de qualidade atestada pela  fábrica, outra diferença importante ou essencial é que grande parte das bijuterias não tem sequer traços de metais preciosos. Ou seja, estes artefatos tem pouca ou nenhuma quantidade de ouro.